sábado, 10 de janeiro de 2026

 


Os efeitos corrosivos da impunidade


Quando a ausência de consequências corrói o direito e alimenta a força, a justiça deixa de ser um princípio para tornar-se apenas uma promessa.



A impunidade não se impõe de forma repentina. Ela corrói. Age lentamente, dissolvendo regras, enfraquecendo instituições e banalizando a transgressão até que o abuso deixe de causar espanto. Quando isso acontece, o conflito já não se resolve pelo direito, mas pela força.


Imagine uma luta de boxe. Dois contendores entram no ringue sob regras claras, aceitas por ambos. O combate é duro, o prêmio é alto, e o público incentiva a ferocidade. No entanto, quando um dos lutadores passa a violar sistematicamente as normas — e nem o juiz nem a plateia reagem — a luta deixa de ser esporte. A impunidade transforma a regra em ficção e a violência em método.


É absolutamente certo que, em uma disputa dessa natureza, o competidor disciplinado enfrenta um dilema. Ou aceita a desvantagem e perde para o infrator, ou cede à tentação de jogar segundo as regras — ou a ausência delas — impostas pelo adversário. Nenhuma das alternativas é moralmente satisfatória; ambas, porém, são politicamente compreensíveis.


Essa metáfora ajuda a compreender impasses recorrentes da política internacional contemporânea. Quando um Estado viola reiteradamente normas do comércio internacional, frauda eleições, censura a oposição, explora o comércio de drogas e mantém adversários políticos presos, enquanto a comunidade internacional se limita a protestos formais e decisões inócuas, o sistema passa a operar como um ringue sem juiz.


Convém esclarecer desde logo: reconhecer essa dinâmica não equivale a justificar intervenções arbitrárias nem a absolver erros históricos cometidos por grandes potências. Descrever o funcionamento do poder não é o mesmo que legitimá-lo. O ponto central é outro: a impunidade prolongada destrói a credibilidade das regras e prepara o terreno para respostas fora da legalidade.


Durante anos, os Estados Unidos mantiveram relações com a Venezuela apostando em mecanismos multilaterais, instâncias jurídicas e pressões diplomáticas. No mesmo período, expropriações sem indenização, repressão política e deterioração institucional tornaram-se práticas recorrentes, frequentemente relativizadas em nome de uma soberania formal que servia mais como escudo do que como princípio.


Quando normas são sistematicamente violadas sem consequências efetivas, cria-se um incentivo perverso: transgredir passa a compensar. Nesse cenário, a força não surge como virtude, mas como substituto do direito ausente. O abandono da postura do contendor disciplinado não decorre de superioridade moral, mas da percepção de que as regras deixaram de ser aplicadas de forma minimamente simétrica.


É nesse ponto que emerge uma seletividade moral difícil de ignorar. Setores da esquerda passaram a invocar, com razão abstrata, o princípio da soberania nacional, mas raramente demonstraram o mesmo rigor diante das violações promovidas pela União Soviética de Stálin, pela Rússia de Vladimir Putin, às ameaças da China de invadir Taiwan ou por regimes ideologicamente alinhados. O direito internacional perde autoridade quando sua defesa varia conforme a afinidade política.


A experiência recente, especialmente sob Donald Trump, apenas tornou explícita uma fragilidade anterior. A ordem internacional baseada em regras já estava corroída antes de ser confrontada de maneira aberta. O trumpismo não criou o problema; retirou o verniz diplomático que o disfarçava. A ruptura não foi a origem da crise, mas o seu sintoma.


Nada disso significa celebrar a chamada “lei da selva”, em que  os fortes fazem o que podem, e os fracos sofrem o que devem. Ao contrário. Trata-se de reconhecer que ela ressurge sempre que o direito falha como limite real ao abuso. Regimes que prometem redenção ideológica enquanto corroem instituições, manipulam eleições e saqueiam o Estado produzem, invariavelmente, repressão, pobreza e desesperança — e acabam exportando instabilidade para além de suas fronteiras.


Restam  perguntas clássicas: o que veio primeiro, a reação de força ou o abuso reiterado das regras? Até onde a tolerância com os abusos devem ir? A história sugere que ordens políticas não colapsam por excesso de legalidade, mas por tolerância excessiva à violação. Quando o juiz abandona o ringue, a luta deixa de ser regulada. E todos arcam com os preços corrosivos da impunidade. 


São Paulo, 06 de janeiro de 2026.

Jorge Wilson Simeira Jacob


sábado, 3 de janeiro de 2026

 O paradoxo da juventude: ter tudo e sentir o vazio 




Não apenas os remédios possuem efeitos colaterais. Na vida, tudo tem consequências — algumas causam mais mal do que bem. Apenas os que se recusam a encarar a realidade ignoram essa verdade elementar.


Uma dessas, a revolução tecnológica, ao colocar as comunicações em tempo real, abriu horizontes — não apenas físicos, mas também psicológicos. Se antes vivíamos confinados aos limites da nossa aldeia, enfrentando desafios proporcionais ao nosso entorno, hoje os horizontes parecem não ter fronteiras. Sabemos de tudo, de todos, e instantaneamente.


Essa ampliação do acesso à informação expandiu nossas possibilidades, mas, em contrapartida, multiplicou nossos desafios. Antes, nossos competidores eram os melhores da aldeia; hoje, são os melhores do mundo. O campo de comparação tornou-se global — e implacável.


As consequências, ou efeitos colaterais, são visíveis. O gráfico acima ilustra o crescimento consistente da depressão entre os jovens. Os dados confirmam o inconformismo de muitos pais, que não compreendem como, justamente agora, o sofrimento psíquico se intensifica.


Como entender — questionam eles — que jovens que nunca tiveram tanto acesso à informação, conforto, possibilidades e direitos convivam, paradoxalmente, com níveis tão elevados de vazio, angústia e depressão?


Diante disso, impõe-se a pergunta que incomoda: por que os jovens de ontem, com tão pouco, pareciam mais felizes, enquanto os de hoje, com quase tudo, padecem de tristeza?


Uma investigação em busca de resposta o ChatGPT oferece a seguinte reflexão.

“No mundo antigo, o jovem nascia inserido em uma ordem. A vida lhe oferecia limites claros: a família, o ofício, a religião, a comunidade. Havia poucas escolhas, mas também poucas dúvidas. O sofrimento existia — e em grau intenso —, porém estava ancorado em uma narrativa compartilhada. Sofria-se para sustentar a casa, honrar um nome, sobreviver. A dor tinha rosto, causa e, muitas vezes, dignidade.


A juventude atual, ao contrário, nasce em um mundo que dissolveu as molduras. Tudo é possível, ao menos em tese. A promessa moderna é sedutora: seja o que quiser, vá aonde quiser, construa a si mesmo. Mas essa liberdade irrestrita cobra um preço alto. Quando tudo é escolha, todo fracasso parece culpa. Quando não há destino dado, cada vida precisa justificar a si mesma — e esse é um fardo que muitos não conseguem carregar.


Nietzsche já advertia que o homem não sucumbe ao sofrimento em si, mas à falta de sentido do sofrimento. Eis o núcleo da crise atual. O jovem moderno sofre, mas não sabe por quê; luta, mas não sabe por quem; corre, mas não sabe para onde. O passado oferecia menos conforto, porém mais orientação. O presente oferece mais meios, mas menos fins.


Some-se a isso a erosão da experiência do silêncio. O tédio, outrora fértil, foi banido. O recolhimento tornou-se raro. A consciência jovem é hoje atravessada por estímulos incessantes — telas, notificações, cobranças — que impedem a elaboração da dor. Sem tempo para digerir a própria angústia, ela se converte em ansiedade crônica ou depressão.


O paradoxo, portanto, não reside no fato de se ter tudo ou nada, mas na perda das estruturas que davam sentido ao pouco que se tinha. A felicidade nunca foi produto do conforto, mas do pertencimento. Nunca nasceu do excesso, mas da direção.


Talvez o desafio filosófico de nosso tempo seja este: reensinar o jovem a habitar limites, a reconhecer que nem toda dor é falha, que nem toda tristeza é patologia, e que a vida não se justifica pela acumulação, mas pela significação.


Sofrer por algo é menos destrutivo do que sofrer sem saber por quê.

E nenhuma abundância material é capaz de saciar uma alma que já não sabe para que vive.”


São Paulo, 13 de dezembro de 2025

Jorge Wilson Simeira Jacob  

sábado, 27 de dezembro de 2025

 


Espetáculo de absoluta amoralidade

Se quer conhecer um homem, dê-lhe poder. Poucas máximas resistem tão bem ao teste do tempo quanto esta. Embora raras sejam as verdades absolutas sobre o comportamento humano, o exercício do poder continua sendo um revelador implacável do caráter.


Desde os primórdios da civilização, o homem pouco mudou em sua estrutura psicológica. As transformações mais visíveis foram físicas: perdeu pelos, modificou a conformação do crânio, adaptou-se ao ambiente. Internamente, porém, permanece movido pelos mesmos impulsos fundamentais — ambição, medo, desejo de dominação.


Na escala das espécies, o ser humano se distingue como o mais perigoso dos predadores. Não apenas mata para sobreviver, como fazem os demais animais, mas também por prazer, ideologia ou conveniência. Nenhuma outra espécie se mostra tão criativa na crueldade.


A disputa pelo poder é, em essência, um jogo. Animais defendem territórios; homens defendem feudos políticos. A diferença é que, ao contrário dos irracionais, os humanos frequentemente desconhecem limites. É nas guerras e nas lutas políticas que se escancaram os piores instintos: traição, corrupção, violência e desprezo pela vida.


O que separa a civilização da barbárie é o escrúpulo — esse freio interno que submete a ação humana a critérios morais e éticos. O inescrupuloso age sem esse limite. Para ele, não importa a justiça do meio nem a dignidade do resultado. Vale o que favorece seus objetivos. Ideais dão lugar às conveniências.


A história oferece exemplos abundantes. Júlio César foi assassinado por Brutus, seu filho adotivo. O papa Alexandre VI cercou-se de assassinos e transformou a própria família em instrumento de poder. Em tempos modernos, impérios seguem invadindo vizinhos em nome de interesses estratégicos, sem constrangimento moral.


A política é o campo de prova definitivo do caráter. Para os inescrupulosos, a reação à derrota costuma revelar mais do que a vitória. O jogo político — o mais violento de todos — leva muitos a abdicar de qualquer valor para preservar o poder.


Diz-se, com razão, que no jogo e na bebida o homem mostra quem realmente é: no jogo, pela obsessão em vencer; na bebida, pela queda das inibições. Na política, ocorre o mesmo. Em disputas eleitorais brutais, os escrúpulos costumam ser descartados como obstáculos inconvenientes.


O cidadão comum, porém, frequentemente se ilude. Acredita no idealismo de líderes que já deram provas reiteradas de traição, irresponsabilidade e desvio ético. Narrativas vazias prosperam quando falta atenção aos fatos. Assim os políticos inescrupulosos vencem eleições.


Ninguém é menos confiável do que o inescrupuloso. A ausência de freios internos lhe concede liberdade absoluta — e nenhuma lei é suficiente para contê-lo. Nem mesmo os aliados estão a salvo: juramentos são feitos e desfeitos sem remorso, pois, entre iguais, a falta de escrúpulos é regra aceita do jogo.


Quem quiser entretenimento não precisa buscar ficção. Basta acompanhar a política nacional para assistir, em tempo real, a um espetáculo contínuo e emocionante de absoluta amoralidade.

São Paulo, 26 dezembro de 2025.

Jorge Wilson Simeira Jacob 


sábado, 20 de dezembro de 2025


Boas-vindas ao Ano Novo



As despedidas sempre carregam um sopro de melancolia. Quando alguém querido parte, sentimos na alma o peso da ausência anunciada — uma vontade secreta de que o tempo pare, como se isso pudesse nos poupar do porvir.


Nossas despedidas não se limitam às pessoas e coisas: despedimo-nos também do tempo que passa — esse tempo que nos leva algumas graças da juventude e, em troca, nos oferece a lucidez amadurecida da experiência.


O que vivemos, quando luminoso, deixa em nós o desejo íntimo de repetição; quando sombrio, reacende silenciosamente a esperança de um amanhã mais leve.


Assim chegamos ao fim de mais um ano — esse rio que correu entre águas serenas e contracorrentes. O último dia ergue-se como um portal simbólico: de um lado, o que desejamos esquecer; de outro, aquilo que ousamos sonhar.


A natureza — para uns — ou Deus — para outros — plantou em nós o instinto da sobrevivência. E a esperança é a seiva que nos mantém eretos diante do imprevisível.


Sem ela, a existência seria insuportável. Os irracionais vivem do instante; nós, porém, precisamos de memória e de horizonte, pois só assim o viver se converte em sentido.


Viver é travar batalhas contínuas numa guerra cuja lógica raramente se revela. Somos feitos de vitórias que nos animam e quedas que nos disciplinam. E, após cada queda, algo em nós insiste em se reerguer — essa centelha obstinada que chamamos esperança.


O Natal, com seu brilho antigo, convida-nos a libertar o melhor de nossos afetos: a ternura, a caridade, a fraternidade — formas puras do amor ao próximo.


E, no limiar de um novo ano, desejo a todos uma esperança que se renove, e que seus sonhos mais altos encontrem caminho para acontecer.


Agradeço, com gratidão serena, a generosidade dos meus leitores — por perdoarem meus equívocos e confiarem na honestidade das minhas impressões: jamais perfeitas, sempre sinceras. E ao  Jornal Opção a honra de, por seis anos,  com absoluta liberdade, fazer parte dos seus formadores de opinião. 


Que a felicidade, discreta ou radiante, habite cada um de vocês em todos os dias que virão a partir do novo ano.

Com toda a força das nossas esperanças,  damos as boas vindas ao Ano Novo!


São Paulo, 12 de dezembro de 2025.

Jorge Wilson Simeira Jacob


sábado, 13 de dezembro de 2025

 O inferno em vida!

Não está na Bíblia, mas se estivesse, ninguém duvidaria.

Trata-se de uma narrativa irônica da criação do mundo.


Conta-se que, ao distribuir equitativamente os bens entre as regiões da Terra, Deus — sempre justo — decidiu permitir o contraditório. E, para isso, ninguém melhor do que Satanás.


Convocado, o diabo aceitou na hora, impondo apenas uma regra: para cada dádiva generosa oferecida pelo Criador, ele apresentaria uma contraproposta destrutiva. Venceria o jogo aquele que conseguisse propor algo impossível de ser superado pelo adversário.


Deus começou:

— Darei aos países árabes o petróleo.

Satanás rebateu:

— Então eu lhes dou o deserto.


Deus seguiu:

— Aos ingleses darei civilidade.

O capeta sorriu:

— E eu compenso com a pior culinária do mundo.


E assim o duelo prosseguiu por horas.


Cansado, Deus resolveu encerrar com um xeque-mate:

— Ao Brasil eu darei o mais rico subsolo, um território vasto, fértil e acessível; um clima ameno, livre de furacões, terremotos e tsunamis. E, acima de tudo, um povo cordial, alegre e sociável.


Satanás se inflamou:

— Como pode um Deus justo dar tanto a um só país? Por que aos outros faltam água, sobram revoluções, calamidades — e ao Brasil, nada disso?


O Criador caiu na gargalhada. Estava certo de que o diabo não teria uma maldade capaz de  superar tamanha generosidade. Sentiu-se triunfante: só um Deus verdadeiramente brasileiro pensaria assim.


Mas Satanás não se intimidou.

— Agora, sim, meu xeque-mate: darei ao Brasil o pior que pode acontecer a um povo.


E mostrou ao Criador o quadro dos políticos que propunha para governar o país.


O riso divino cessou.

— Assim não. Nunca imaginei proposta tão cruel. Você venceu. Tudo o que eu dei aos brasileiros é pouco diante dessa infelicidade!  Isso, sim, é o inferno em vida!


E assim Satanás foi consagrado o patrono dos nossos políticos.

São Paulo, 08 de dezembro de 2025.

Jorge Wilson Simeira Jacob



sábado, 6 de dezembro de 2025

  



O andar de cima

Como se tivesse descoberto a pólvora, o governo anuncia, eufórico, o fim das desigualdades econômicas. Segundo a narrativa oficial, é um absurdo que trabalhadores paguem mais impostos do que os ricos. A solução “genial” seria taxar o andar de cima — termo pejorativo para designar os mais abastados — em benefício do andar de baixo, os pobres.


Ninguém dotado de um mínimo senso de justiça pode defender uma desigualdade tributária caso ela correspondesse à realidade. O problema é que essa comparação restringe-se apenas ao imposto sobre salários e dividendos. Não considera a carga de outras contribuições que incidem mais pesadamente sobre os que possuem patrimônio.


Do mesmo modo, ninguém com um mínimo de solidariedade consegue permanecer indiferente ao enorme contingente de brasileiros vivendo na pobreza. Além de entristecer, essa miséria cria um ambiente inseguro: é difícil manter a convivência pacífica quando se está cercado de pessoas carentes.


A fome dói — e a fome de um filho revolta. É essa revolta que torna tantos desamparados presa fácil de populistas que prosperam politicamente na existência da pobreza. Como não pretendem, nem têm competência para eliminar a miséria, desviam o foco da discussão: atribuem todos os males à desigualdade e semeiam o ressentimento. Inveja, afinal, é colheita certa de votos.


Nos países ricos, onde a desigualdade também existe, as classes menos favorecidas possuem condições de vida decentes. Em vez de invejar o rico, enxergam nele um modelo a ser alcançado. Assim, a sociedade inteira se mobiliza num mutirão silencioso para enriquecer — e o resultado coletivo é o aumento da riqueza nacional.


A ideia de taxar fortemente a riqueza não é nova. Foi tentada em vários países ( França, Dinamarca, Holanda ) e, sem exceção, todas as experiências fracassaram. Acabaram revogadas após a fuga de investidores e capitais. Mesmo assim, não faltam políticos “brilhantes” para redescobrir a pólvora.


No último dia 30 de novembro, os suíços rejeitaram de forma esmagadora — 78% dos votos — uma proposta de imposto sobre a riqueza, apresentada pelos social-democratas. Os críticos alertavam que a medida poderia provocar a saída de pessoas ricas, reduzindo a arrecadação. O próprio governo recomendou sua rejeição, lembrando que o país vive da estabilidade e da previsibilidade que oferece a quem investe e aloja seu patrimônio ali.


Frédéric Rochat, sócio do banco privado Lombard Odier, resumiu o resultado: prevaleceu o bom senso. Os suíços sabem que, mesmo sendo uma das nações mais prósperas do mundo, não podem abrir mão das fortunas que ajudam a sustentar seu padrão de vida. 


A lição é evidente: o dinheiro vai para onde é respeitado. E a história mostra que, onde se decide sobretaxar as fortunas, os andares de cima invariavelmente ficam vazios. Em um edificio só com andares de baixo a desigualdade fica menor, mas aumenta a pobreza.

São Paulo, 02 de dezembro de 2025

Jorge Wilson Simeira Jacob