domingo, 24 de setembro de 2023

 O defunto socialista.



Depois da tempestade vem a bonança! Diz o ditado. Na prática algumas vezes se sucede um naufrágio. A Argentina , diante de uma terrível tempestade, está tendo uma oportunidade de evitar o naufrágio. Após décadas de socialismo, que a transformou  numa  das mais ricas e desenvolvidas economias do mundo em um pária no concerto das nações,  um raio de sol surge no horizonte. Inesperadamente desponta como candidato preferido às próximas eleições Javier Millet com um programa de governo para  livrar o país do socialismo que o  desgraçou.


Milliet é um verdadeiro milagre: um jogador de futebol, cantor de Rock, economista  com uma cultura de fazer inveja. Ele é  dono de uma postura firme e um discurso muito bem fundamentado. Consegue traduzir conceitos abstratos em linguagem inteligível ao homem comum. Não lhe faltando coragem para se contrapor ao politicamente correto.  Milliet propõe, nada mais nada menos,  do que recuperar os estragos de décadas do peronismo que   levaram o país ao atual  caos.


 De país rico, hoje a Argentina não tem moeda e nem crédito de tão desmoralizada está . O que vai  exigir profundas mudanças estruturais. Somente um político com competência e determinação pode  salvar o país. E Milliet tem um programa que o apresenta como sendo o candidato adequado para a tarefa.


Miliet é um democrata liberal convicto. Tem consciência que o governo é um mal necessário: nada produz nem nada cria. É um destruidor das riquezas da nação. Portanto deve ser “mínimo”. E  não esse “máximo” que gerou a atual crise. Uma crise tão grave  que exige uma cirurgia profunda. Ele sabe disto e mostra-se disposto a implementar as ideias liberais, que geram riqueza e prosperidade. Milliet é sobretudo um entusiasta dos valores da liberdade. 


A Argentina não mais poderá ser salva com medidas paliativas. Exige uma profunda cirurgia. Terá que eliminar os ranços do socialismo. O que quer que não seja eliminado poderá ressurgir e alimentar as viúvas do regime abandonado. Serão milhares que mamaram nas tetas do governo a sabotar o novo governo. 



Em recente e imperdível entrevista ( anexa) 


https://twitter.com/tuckercarlson/status/1702442099814342725?s=24


Milliet exibe um domínio conceitual coerente e profundo. Sabe o que quer e sabe querer. Tem a receita para reverter a triste trajetória politica e econômica do pais. Ele tem o domínio da oratória - convence pela razão e emoção. É difícil não se deixar contagiar pelo seu discurso.


A liderança que alcançou nas pesquisas de voto, permite acreditar que de tanto serem enganados pelos demagogos socialistas, os argentinos estão dispostos a tentar a fórmula que só tem casos de sucesso a apresentar. Ao contrário da atual prática que colocou o país de pires na mão a pedir esmolas aos  vizinhos.


Não há como se desprezar os enormes desafios. Ele vai depender de uma forte posição na opinião pública para ter apoio no Congresso. Macri fracassou por não ter cortado na carne os males e contemporizado com establishment. O tempo corre contra. Há que mostrar resultados nos primeiros dias de governo, enquanto o “ defunto sociasta” ainda está quente para ser enterrado.



Se o governo Milliet implantar a sua proposta de reforma do governo poderá desencadear uma virada na América Latina por efeito demonstração. Seria a segunda queda do Muro de Berlin. Certamente será uma inspiração ao Brasil para que surja um líder político com coragem de enfrentar os malefícios do politicamente correto e  enterrar de vez o socialismo.  Se tudo der certo, se a bonança vier,  vamos poder com orgulho dizer que seremos à Argentina amanhã !



São Paulo, 20 de setembro de 2023.

Jorge Wilson Simeira Jacob


domingo, 3 de setembro de 2023

 A bola de cristal.



Só pode ter sido um gênio aquele que descobriu termos todos uma bola de cristal. É ela que nos explica fenômenos passados e  nos permite ver o futuro. Se entender o preterido é diabólico , prever o futuro é divino.


Muito mais do que temos consciência, usamos a nossa bola de cristal tanto para nossa vida pessoal como para ver o futuro do país. Por exemplo, os argentinos  conscientes, olhando a sua história veem o mal que o Perón e Evita,   com os seus descamisados , fizeram à então rica Argentina. 


Contrariando o que seria natural - a evolução -  a nação Argentina involuiu. Surpreendente é ter essa trajetória ter durado sete décadas. Com exceção do governo Macri, nas eleições livres todos os candidatos eram peronistas. Iam dos mais aos menos radicais. Nenhuma candidatura se arriscava a competir sem a chancela peronista. Atualmente, em regime de caos, parece que os argentinos parecem ter  caído na realidade e poderão  escolher um candidato não populista-socializante  para levantar a nação que está de joelhos. 


Quando, se isto acontecer, os setenta anos de decadência não  serão recuperados sem enormes sacrifícios. A medida fundamental  é a redução dos gastos do governo, diz  Javier Milei , o possível novo presidente. Consciente do excesso de intervencionismo, promete reduzir a oito os ministérios , acabar com o Banco Central e dolarizar a economia para debelar a inflação - que só será reduzida a níveis suportáveis se o governo equilibrar o orçamento. 


O dólar, sem contenção dos gastos, como já aconteceu , por si só não conterá a inflação. Não basta trocar o termômetro se a febre não for debelada. E esta é um fenômeno monetário gerado pelas despesas descontroladas do governo.


Já, os brasileiros conscientes, olhando a nossa bola de cristal, veem que o equilíbrio das contas públicas deu-nos estabilidade monetária, mas, sem redução dos gastos, trouxe a estagnação da economia, que não cresce per capita há quarenta anos. O incrível é a passividade da nação diante de resultado tão ruim.


Olhando para o futuro, o nosso horizonte é de desequilíbrio orçamentário com o aumento da dívida pública ( só os ingênuos acreditam na proposta de Haddad de zerar o déficit no próximo ano ). O que nos mostra a bola de cristal é ainda o  aumento da tributação que já se mostrou insuportável. Se a carga vai incidir sobre os mais ricos, o que é defensável, mas nem por isto deixa de esterilizar recursos para o país desenvolver-se.


No aspecto político , tudo indica que , a exemplo da Argentina, teremos muitos anos de populismo-socializante ( serão iguais aos setenta anos argentinos ?) . Há os que acreditam que o caos provocará uma reação positiva, mas são desestimulados pela miséria da África , Cuba, Venezuela…


Diz um ditado que os inteligentes aprendem com os próprios erros e só os sábios aprendem com os erros dos outros. Nestes vinte anos não aprendemos nem com os nossos erros e nem com os dos  nossos irmãos da América Latina. Nem usamos a inteligencia e menos ainda a sabedoria.



Em crise de desanimo, espremo a minha bola de cristal em busca de esperança. Pressionada, ela sentencia: “ O Brasil vai continuar a regredir lentamente. Como o processo será lento, a estagnação será seguida de dificuldades econômicas,  até esgotar a capacidade contributiva da nação, o populismo continuará no poder fazendo mais do mesmo do que lhes deu o poder - populismo-socializante com o enganador título de democracia social.


Imploro à minha bola de cristal por uma possibilidade de esperança. Ela ficou negra, sem brilho, tremeu e sentenciou : “ a situação é grave , as massas não tem consciência do que as espera. As elites menos ainda. Não veem que o sapo está sendo cozido em água  morna. Não haverá, prevê-se,  um fato a justificar uma ruptura, mas sim um esgarçamento lento do tecido social. As elites brasileiras estão dormindo de botinas em berço esplêndido. Só um milagre salvará o Brasil. Eles são raros, mas acontecem”.



São Paulo, 30 de agosto de 2023.

Jorge Wilson Simeira Jacob