sábado, 29 de maio de 2021

 Entre o uso e o abuso.



A nossa mente é formada por um núcleo de razão envolta  por uma camada de emoção. É esse núcleo que nos distingui  dos animais irracionais. Estes, os irracionais,  são constantes ao agir intuitivamente. Já nós, os racionais,  alternamos razões  e emoções. Independentemente de serem as nossas decisões  lúcidas ou não . Tanto há decisões pensadas e  ponderadas que são ilógicas, como  há as baseadas  na pura emoção que são lógicas. O que temos na verdade é um equipamento do raciocínio lógico, ainda que nem sempre o usamos. É a existência deste potencial que nos faz superiores na escala animal. Seríamos realmente superiores?


Mais do que as palavras devem prevalecer os fatos. Nada como uma situação crítica para acentuar as situações. A atual pandemia que estamos vivenciando, vem mostrando o quão frágil é o nosso uso da razão. As medidas profiláticas em vigor estão cobrando um preço elevado da sociedade, principalmente dos jovens, que não suportam o isolamento social e das classes menos favorecidas, que não conseguem sustento para a família . É comum  ouvir de  terapeutas o crescimento exponencial da depressão entre os jovens e ler nos meios de comunicação o crescimento  do número de suicídios. A herança das medidas preventivas ao coronavírus será uma sociedade traumatizada psicologicamente. Este é um fator que não têm sido considerado no balanço  contábil divulgada pelos governos nos resultados do combate ao coronavírus. Conta-se só as lamentáveis mortes. A saúde mental não está sendo devidamente considerada.


Pouca importância tem sido dada ao fato de que o homem  é um ser gregário. Não sobrevive no isolamento. A vida social é parte da nossa felicidade. Um clima mínimo de segurança física e psicológica é necessário à nossa estabilidade emocional. Tudo isto  nos está sendo negado no presente momento. O stress está sendo exacerbado pelo uso e abuso  do medo, como instrumento pedagógico para disciplinar a população ao uso das mascaras, a evitar o contato físico, à higienização das mãos, ao perigo dos ambientes fechados.... Acresce o fato de os médicos estarem perdidos, não há uma opinião dominante, mas muita especulação. E, como sempre, a imprensa acentua a gravidade com manchetes negativistas. Não se tem boas notícias. Nem as vacinas deixam de ser questionadas. Nada pior para alimentar o medo do que as incertezas e estas são o que há de sobra! Podemos no cenário vigente, em que a racionalidade foi abafada pela emoção, constatar que muitos de nós não estão fazendo jus à classificação de seres superiores. Sob o medo, muitos,  e o pânico, alguns, a racionalidade foi abafada pela emoção e sobrepõem-se a irracionalidade. Daí os exageros.  As pessoas excedem-se nos cuidados e descuidam do equilíbrio emocional. Onde o medo  prevalece instala-se o desequilíbrio entre o razoável e o emocional. Entre o uso e o abuso, no meio termo, está a virtude do bom senso. 


São Paulo, 28 de maio de 2021.

Jorge Wilson Simeira Jacob


Este blogue respeita o seu tempo. Por favor, caso não tenha interesse em receber estas reflexões, solicite a exclusão pelo e-mail jwsjbr@gmail.com . Basta digitar a palavra NÃO.

terça-feira, 25 de maio de 2021

 Os benefícios dos terroirs 


Há palavras que não tem tradução e nem sinônimo - são únicas . Terroir é uma delas. Algoritmo é outra. Explicar os seus significados exige mencionar uma série de funções que fazem parte da ideia. Seria como, para esclarecer o significado de algo que desconhecemos, fazermos uma dissertação das suas condições. Terroir é assim. Os enólogos ao usar o termo sabem estar referindo-se ao conjunto de fatores que vão do solo, ao regime  de chuva, da temperatura, de insolação, dos ventos ... e por aí vai. Terroir é uma palavra de  origem francesa para indicar a vocação de uma região para a vitivinicultura. Hugh Johnson, renomado enólogo e escritor inglês, diz que qualquer região pode produzir vinhos, mas o equivalente a um Bordeaux de cinquenta dólares custaria vinte vezes mais  se feito  na Inglaterra, pelas condições desfavoráveis em relação às do terroir francês. Não basta um produtor inglês ter a indispensável vocação e conhecimento de enologia, se não tem um terroir apropriado ao seu dispor.


Vimos, portanto, não ser suficiente vocação ou determinação para ser bem sucedido na produção, não só do vinho, mas de outros bens. Outros produtos também exigem condições para serem  competitivos. Aplicando  com certa liberdade o termo, podemos usá-lo  a quase tudo o que se produz no mundo. Os economistas definem  ser esta uma vantagem competitiva . O Brasil vem mostrando ter enorme vantagem competitiva com a sua agricultura. A vocação do nosso agricultor e o terroir favorável é um casamento perfeito, que permite competir no mercado globalizado à despeito dos custos e obstáculos ao transporte até os portos. Indo do usou ao abuso ( do termo )  poderíamos afirmar que raramente uma região não tem um terroir favorável a algum tipo de atividade quer seja agrícola, industrial e/ou comercial. 


Os países com grandes territórios, Estados Unidos, China e Brasil,   podem dar-se ao luxo de  uma variedade maior de produtos competitivos. Dos três é a China a que melhor está aproveitando-se das suas vantagens. Já os  pequenos territórios como Suíça, Chile, Coreia...ficam limitados nas suas possibilidades. Tendem à especialização .Outros como O Canada, Rússia, Índia são castrados ou pela inclemência do clima ou por uma cultura desfavorável ao desenvolvimento. Estas carecem ou de vocação ou de um terroir generoso. Um mercado aberto é a condição para um país beneficiar-se das vantagens dos terroirs alheios. A  Inglaterra degusta os vinhos franceses à custo razoável e os franceses o whisky escocês, que não produzem. Ao contrário da irracionalidade que seria os ingleses e franceses terem de consumir o produto nacional. A troca é benéfica, pois propicia a todos os  benefícios dos melhores  terroirs. A globalização é , em última instância, a troca das vantagens competitivas. Blasfemar contra os produtos importados é lutar contra a natureza.


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São Paulo, 25 de maio de 2021.

Jorge Wilson Simeira Jacob



sexta-feira, 21 de maio de 2021

 Competição legítima.


Não é incomum, no dia a dia, a confusão no uso  dos termos concorrência e competição. Na prática, ocorre a existência de concorrentes sem haver competição. Os cartéis são exemplos típicos, onde os concorrentes unem-se para eliminar a competição. Portanto há que se ter cuidado no uso destes verbetes.  O sistema bancário brasileiro é um cartel, é um  caso  evidente onde há concorrência mas a competição é minimizada, o que deveria ser coibido.  Acontece justamente o contrário por ser alimentada pelo  conúbio espúrio do Banco Central com a  Febraban . Esta de fato é quem escreve  as regulamentações bancárias vis à vis aos interesses dos grandes conglomerados. Não por outra razão os maus serviços e os altos custos têm, portanto, poucas variações entre os bancos. Atente-se para não atribuir  a causa do mal à ganância do ser humano, pois ela é na verdade um efeito.  As  entidades financeiras governamentais, Banco Brasil, Caixa... ,  apesar dos benefícios e regalias que gozam*, são as que pior atendem às necessidades dos clientes. A concentração bancária, castrando a competição , está entre as causas... mas mais relevante é a degeneração das funções do Banco Central, com a sua minuciosa regulamentação. A tal ponto que a sua interferência nas operações bancários tornaram os bancos em prestadores de serviços  às autoridades monetárias, ao fisco, à justiça e,

absurdo dos absurdos, à preservação ambiental e à educação econômica do cidadão**. O sistema bancário está  voltado para trás, em vez de estar orientado a competir por melhores serviços e menores custos ao mercado, atende ao governo. Deve  ser a única função de um banco, em uma economia de mercado, atender às necessidades dos seus clientes. No Brasil os bancos tornaram-se uma repartição pública, uma extensão dos órgãos governamentais: Banco Central, Receita Federal, Judiciário, sendo obrigados a investigar, como se polícia fosse,  as movimentações financeiras e a bloquear contas dos depositantes indiscriminadamente. Neste andar, os bancos estão cavando a própria sepultura! A um passo da estatização, cujo Pix é um bom sinal.


À falta de competição surgem os abusos. Na selva o equilíbrio ecológico acontece pela ação dos predadores. Sempre há um  para limitar a gula de um ousado. Os mais fracos cedem espaço para os mais fortes como elos na corrente alimentar. No mercado, a falta de competição,  mantém vivas espécies ( bancos e empresas do governo) que deveriam desaparecer, com isto otimizando o uso do capital que é sempre escasso. Está implícito no verbete competição aquela que ocorre em igualdade de condições e lisura. Esta deve ser a função do governo - estimular a economia de mercado para que, como na vida natural, as relações encontrem o seu ponto ideal. Não significa isto a não existência de regras, pois sendo  o homem o lobo do homem, são indispensáveis  parâmetros básicos  que assegurem a legitimidade da competição. As alternativas são a lei da selva ou a economia de comando. Nas duas sim  floresce a ganância, na selva a do empresário e na de comando a do burocrata.  


Se entendido desta forma, o governo estimulando e promovendo a competição legítima, não haveria espaço para críticas ao  imutável da natureza humana que são as suas  inatas ambições e ganâncias. Nem cairíamos na utopia socialista de pretender reformar o ser humano. O qual aceitamos  como é e direcionamos  a sua ambição para gerar riqueza para o bem geral. Assim  as  nossas qualidades negativas nunca seriam apontadas como causa de um mal , mas à falta de uma competição legítima. 


  • O governo provem sob diversas formas recursos financeiros, à custo subsidiado,  ao Banco do Brasil, Caixa e BNDES. Sem este benefício estas entidades estariam condenadas. E como operação ineficiente servem de guarda-chuva para os concorrentes. Legitimam os custos altos do mercado.
  • * Há uma diretoria da Cidadania no   Banco Central com a exdrúxula função de dar aulas de economia aos cidadãos e induzir a preservação da natureza. Uma proposta de abertura de conta em um banco é uma obra proustiana de tão longa e minuciosa. 



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 São Paulo, 21 de maio de 2021.

Jorge Wilson Simeira Jacob

quinta-feira, 13 de maio de 2021

 O Patinho Feio


Há algumas décadas, o brasileiro sofria de  um complexo de inferioridade por ser o Brasil   uma nação agrícola. Invejava-se a pujança industrial do primeiro mundo. A Segunda Guerra Mundial, com os bloqueios navais e a produção dos nossos fornecedores direcionada à produção bélica,  criou  escassez dos insumos e dos produtos importados. Com isto acentuou-se  a aspiração nacional pelo  desenvolvimento da indústria local. A Teoria da Dependência *, de esquerda, promovida pela Cepal , influenciava a elite nacional com o desafio de deixarmos de ser a  periferia. A superação dependia de produzir de tudo para  tornar-nos autossuficientes protegendo a indústria nascente. Esta teoria equivocada, de triste memória, cujos porta vozes eram os seguidores do Raul Prebish, criou ambiente para uma aventura desenvolvimentista: os  Planos Quinquenais do Presidente Juscelino Kubitscheck e a loucura de Brasília. Com a demanda da mão de obra das novas  indústrias , a população do campo mudou-se maciçamente para as cidades, com a deterioração da vida urbana. As fabricas brotavam como praga, pois o protecionismo   tornara a produção local competitiva. Os industriais  agarraram-se nas tetas do governo, sendo a Fiesp o instrumento usado para  assegurar as barreiras alfandegárias , finaciamentos generosos e mercados cativos. A agricultura não tinha vez e nem prestígio. Era  o Patinho Feio da criação do Hans Christian Andersen. As exportações agricolas, basicamente o café**, sofriam confisco cambial para sustentar a indústria. Mal e mal  tinham como fonte de financiamento empréstimos com juros subsidiadas pelo Banco do Brasil***.


Por sorte o governo não protegeu os agricultores. Ficaram assim livres da “ mão visível” do governo, que tudo o que cuida fenece. Por sua característica, a agricultura presta-se  menos  ao controle do governo. Nada se sabe dos bezerros que nascem, das sacas de cereais colhidas e das vendas efetuadas. Com isto o agricultor administra o seu negócio com muita liberdade. Ele depende do tempo, do mercado e sobretudo da sua capacidade. Como o governo não protegeu a atividade, o empresário, para sobreviver, desenvolveu as suas habilidades empresárias. Sobreviveu às inovações,  às invasões das propriedades, cotas protetoras do mercado europeu, aos congelamentos de preços e às crises econômicas,  graças à determinação de vencer e do amor à terra. Segundo um líder da área : - a agricultura investiu em número de horas e no volume  financeiro, em pesquisa agrícola,  valor que  supera em muito aquele feito por nossos empreendedores industriais. O empresário agrícola brasileiro fez a sua parte, soube aproveitar da tecnologia para desbravar os Cerrados e otimizar o todo , sendo hoje internacionalmente respeitado pela produtividade das suas terras e qualidade dos seus produtos. E ao ter se  preparado pode ser premiado pela redução das cotas de importação da Europa e das crescentes importações chinesas. Sintetizando as palavras do citado líder agrícola: juntou-se o conhecimento com a oportunidade. Em outras palavras , a fome com a vontade de vencer. A independência foi a salvação da lavoura. 


Há que se acentuar de que este é um histórico de décadas. Não foi fruto de uma pequena aventura ou de um lance de pura sorte,  mas de uma visão de longo prazo. E aquele que era o Patinho Feio, que ilustrava o nosso complexo de inferioridade, hoje é um Cisne Real. Tornou-se uma  atividade com vantagem competitiva mundial, sem nenhum favor. E a indústria em geral, salvas algumas honrosas exceções, que era motivo de orgulho e júbilo, amarga - graças ao protecionismo governamental - não ter aprendido andar com as próprias pernas e , hoje, para competir ainda depende das tetas do governo. Ou melhor das tetas da agricultura que paga as contas.

  • Teoria da dependência, Wikipédia  - A teoria da dependência trata do relacionamento das economias dos países chamados "periféricos" com as economias dos países chamados "centrais" ou "hegemônicos", e que estas relações econômicas "dependentes" por parte dos países periféricos em relação às economias centrais, criavam redes de relações políticas e ideológicas que moldavam formas determinadas de desenvolvimento político e social nos países "dependentes" ou "periféricos".


**  Roberto Konder Bornhausen: O  café foi fortemente subsidiado... inclusive com compra do produto, pelo IBC , com preços artificiais ajustados....Ainda hoje o café detém cerca de 40% do mercado mundial, apesar de ter criado toda a concorrência internacional.Resultado: o café ,entre os produtos agrícolas exportados, é o mais atrasado tecnologicamente. 

Com relação a financiamento subsidiado sempre existiu( B.Brasil) e continua existindo, embora hoje  com menos significação , porque os juros no geral estão mais baixos.


*** Irapuan da Costa Júnior: a agricultura foi subsidiada até a estabilidade do Plano Real. De lá para cá foi a competitividade mesma que prevaleceu.


São Paulo, 13 de maio de 2021.

Jorge Wilson Simeira Jacob

sábado, 8 de maio de 2021

 Eles são incorrigíveis!


Um cidadão inglês peticionou ao governo o cancelamento do seu passaporte. O caso gerou enorme espanto. Nunca, em tempo algum, alguém havia renunciado à cidadania britânica. Aquele gesto feria o amor próprio do governo. Uma explicação foi exigida. Na entrevista  os funcionários da chancelaria ouviram a seguinte explicação: - antigamente, nos tempos do Oscar Wilde, o homossexualismo era crime; depois passou a ser aceito; e agora está sendo elogiado . Vou embora antes que seja obrigatório!


Um outro cidadão, um  brasileiro,  peticiona o cancelamento do seu título de eleitor. O caso não gera nenhum espanto. Há muito, em tempos recentes, os brasileiros não estão orgulhosos com os resultados das urnas. Ninguém tomou conhecimento do pedido, mas um gaiato, por curiosidade, pergunta ao dito cujo o por quê. A resposta:  - antigamente o voto era de cabresto; depois ficou obrigatório, agora está encaminhando a  ser compulsório  votar em  candidatos  impostos pelos partidos. Vou rasgar o título de eleitor enquanto é tempo!


Joseph Alois Schumpeter tinha razão no seu pessimismo com o futuro da liberdade individual . Mostrava, com exemplos, que os intervencionistas,  à cada fracasso , reagiam com mais e não com menos intervenções na vida econômica e social. Porém foram tantos anos de experiências desastrosas ( controle de natalidade na China, caça de boi no pasto pelo Funaro.... ) que  o estoque de bobagens parecia ter  chegado ao final. Afinal depois de séculos de fracasso da “ engenharia social “ era de se esperar que algum aprendizado tivesse ficado. Infelizmente, a genética do idiota, é imutável. É inesgotável a criatividade dos intervencionistas. Schumpeter tinha razão , a cada fracasso se segue dose maior da mesma fracassada solução. Até nos Estados Unidos, com uma história bem sucedido de respeito à liberdade individual, vêm se experimentando crescentes ações intervencionistas: de  Obama com o Obamacare , de Trump com as suas sanções políticas e econômicas e o do Biden com os seus gastos trilhionarios . Não há , portanto, de admirar-se com as  recentes propostas sendo votadas nos nossos legislativos dando bonus financeiro aos partidos * ( cota de candidatas já existe ) para o número de mulheres eleitas para dar-lhes  oportunidade. Como certamente os eleitores escolherão de acordo com a sua preferência ( ainda não é obrigatória a escolha do candidato) a iniciativa fracassará e o próximo passo será o voto compulsório em candidatos indicados por algum/a  iluminado/a. É do balacobaco!!!


É do balacobaco pelo fato das  mulheres , por não serem inferiores, não precisarem desta muleta para competir com os homens ** por qualquer posição em qualquer atividade. Elas  têm méritos para em regime de liberdade conseguirem o seu lugar ao sol sem o demérito do protecionismo. As proteções ferem a dignidade, só o reconhecimento do mérito pessoal dignifica!


Os intervencionistas são como os peronistas do escritor argentino Jorge Luiz Borges: eles no poder não são nem bons nem ruins : eles são incorrigíveis”... na ingenuidade ou no cinismo - digo eu.


* ler matéria na página 8, Política, no Estadão de 08. 05. 21.

* *se o leitor ficar tentado a ver machismo neste texto, sugiro ler o meu artigo, neste blogue, A hora e a vez das mulheres!