No Mar da Nossa Vida
A nossa vontade é pequena
Diante dos tropeços da vida,
Como frágil veleiro a enfrentar
Ondas e ventos para navegar.
Nossa alma é tão frágil
Para tantas desditas suportar,
Como um marujo solitário
Diante das ondas do mar.
Acima de nós, um céu infinito;
Embaixo, águas profundas.
À frente, apenas incertezas;
No passado, tantas tristezas.
De fracasso em fracasso,
Entre as ilusões e a realidade,
Chega o inevitável cansaço,
Vestindo a alma de humildade.
Sem mais esperança e alento,
Sem esperar por bom vento,
Trocando a sorte pela fatalidade,
Só resta à alma a eternidade.
São Paulo, 24 de julho de 2026.
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